Um escudo de vermelho, uma ponte de três arcos, com os flancos incompletos, de ouro, lavrada de negro. Em chefe, uma cruz em aspa, de prata. Contra-chefe ondado de seis faixas de prata e azul, onde assentam três barcas de ouro vistas de proa. Uma coroa mural de prata de cinco torres. Um listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: «SACAVÉM».

Até 1997, data da sua elevação a cidade, a então vila de Sacavém usava um brasão idêntico, excepto no tocante ao número de torres da coroa mural (quatro em vez das actuais cinco); de igual forma, até então, a partição da bandeira era esquartelada, tendo passado a gironada para reflectir o novo estatuto. E, apesar de o texto legal prever que no listel conste apenas a legenda Sacavém, em muitas representações oficiais do brasão surge a divisa com o atributo da povoação: «CIDADE DE SACAVÉM».

Quanto à simbologia do escudo, o vermelho do campo expressa o sangue derramado na mítica batalha que D. Afonso Henriques travou com os Mouros; a ponte de ouro alude à velha ponte romana sobre o Trancão; a aspa representa o orago menor da freguesia, Santo André; as barcas demonstram a importância das actividades económicas que eram realizadas através do rio, recorrendo para isso a embarcações (aludem também a uma antiga festividade de Sacavém, a Festa do Barco , realizada até à década de 1920 ); por fim, as faixas ondadas de azul e prata estão para os dois rios que banham a freguesia: o Trancão e o Tejo.

No ano de 1584 em Sacavém (Prior Velho), entre várias propriedades, existia uma que recolhia um Pároco de proveta idade de nome Francisco da Costa.

Á volta da Quinta, foi lentamente crescendo o aglomerado populacional que se passou a chamar “Prior Velho”, aparecendo esta localidade já assim referida em escritos de 1876.

Para além da “Quinta do Prior Velho”, predominavam em toda a área do que é hoje a Freguesia do “Prior Velho”, outras quintas, algumas ainda existentes com construções seculares como por exemplo a Quinta da Francelha, cujo palacete e jardim foram considerados Património Nacional.

Das árvores dessas quintas destacavam-se as Oliveiras, ainda hoje visíveis e também ligadas à história religiosa.

Olival do Santíssimo (parcela de área considerável da Freguesia) assim designado ainda por muitos e em registos de propriedades. Designação que terá ficado por dessas Oliveiras e da azeitona ser extraído o azeite para alumiar o Santíssimo Sacramento do Mosteiro de Sacavém.

Nas primeiras décadas deste século, e seguintes a migração de pessoas do interior do país, nomeadamente Alentejo e Beiras, para junto da capital à procura de emprego nas fábricas das proximidades, leva ao aumento da população e das construções dos pátios, vilas etc. nesta localidade.

Iniciam-se também, ao que nos consta, as construções de edifícios no Figo Maduro onde se instalaram empresas do ramo da metalurgia, construção civil, armazéns, etc.

Existe muito mais para contar da história do “Prior Velho” e do seu desenvolvimento. Estes elementos são os principais e de forma resumida, que consideramos relevantes para justificar os símbolos que se propôs para o brasão.

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